Estado não fornece remédio: ‘Ou tomo insulina ou morro’

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Fraqueza, vontade de urinar várias vezes, sede e perda de peso. Foi com esses sintomas que a paraibana Wênia Bandeira, de 34 anos, descobriu que a diabetes fazia parte de sua vida. Desde fevereiro de 2010, a luta de saber conviver com a doença é real na vida da jornalista, mas há seis meses ela tem que combater mais um problema: o de não receber o medicamento – que a mantém viva – do poder público. Para sobreviver, ela chega até a vender bens pessoais para comprar parte das medicações. 


 A jornalista contou que tem um processo na Justiça desde 2013 para receber o remédio, a insulina e os insumos. De seis em seis meses, ela faz uma nova petição em cima da ação para comprovar que continua precisando receber os medicamentos. Só que da última vez, em novembro de 2017, o direito da jornalista foi violado. 


 “De seis em seis meses eu faço um novo pedido, como se fosse uma prova de vida para dizer que eu continuo precisando da medicação, e entrego uma nova receita solicitando. Às vezes atrasava 10, 20 dias, mas chegava. Porém, da última vez, a Justiça foi bloquear o recurso da conta do Estado, que acontece para o medicamento ser liberado, e não havia dinheiro suficiente nessa conta. Foram realizadas três tentativas, e em todas elas foi negado. Desde então eu não recebo nada”, explicou.